Comer...

Beber...
Jogar...

Simplesmente estar... Preenchendo lacunas, criando e recriando sentidos.

Boca, saciedade.
Nariz, memória.
Olho, estética.
Mãos, reconhecimento.
Ouvido, escuta permanente.

 

Mesa de açúcar: espaço/tempo para explorações multi sensoriais.

 

 

 

Coloco aqui uma degustação deste projeto pessoal, que tem o objetivo de dialogar sobre a tradição brasileira, em um objeto de design.
Caso interesse a integra por favor entre em contato, que disponibilizo o pdf completo.
 
                                            Sentar-se à mesa
 
Faz uso de estratégias com o intuito de interagir com o tempo das funcionalidades, isto é, agregar valor a um simples ato do dia-a-dia, no caso, o hábito de se sentar à mesa para fazer uma refeição.​

 

 

O prazer de sentar-se a uma mesa antropofágica seria antecedido pelo prazer estético por meio do conforto, da sedução , da beleza e do caráter enigmático do produto.
 
Apartir daí, seriam desencadeadas as explorações/experiências interações nos níveis primário, secundário e terciário. Entendam-se, aqui, as diferentes abordagens de cada um, frente a um objeto conhecido- MESA- porém curioso,instigante, provocador, aguçando desejos adormecidos como querer tocar, sentir,devorar. 
 
Levando a revisitar sabores e sensações arquivados apenas na memória,apagados ou perdidos num tempo em que até contatos humanos tornaram-se impessoais.

 

[...]
CONCLUSÃO
Retiremos vestes, afrouxemos cintos, suavizemos marcas (máscaras?), facilitemos contatos. Com tato? Por que não? O toque pode ser essencial... Estando abertas as portas (comportas?), deixemo-nos levar pela corrente(za), deixemo-nos invadir por uma “orgia” de “sentidos”...

 

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Ou melhor... Um convite

Sentemos à mesa.

Sem pressa.

 

A lisa aspereza, a opacidade do brilho, a adocicada lembrança olfativa de prazeres que poderão vir a seguir. Liberemos memórias. Memórias de um tempo em que sentar e comer era apenas parte de um longo processo. Voltemos a nos re/unir. Assim como os grãos do açúcar que soltos, podem ate ser belos mas se dispersão ao simples sabor do vento, facilitemos encontros que mediados pela mesa farta de estímulos, nos levem a permanecer unidos.
Abertos para uma escuta que de “grão em grão, de conto em conto, em qualquer canto ajude-nos a reconstruir um novo “design de relações”.
 
A preocupação com a função de uma mesa de açúcar é muito mais do que comer. Não se trata apenas de um suporte para o alimento, mas sim de um comer estético. Ativando a memória do usuário, com o código açúcar, com o cheiro e inclusive pelo gosto, o projeto é alimento para ideia, para o pensamento.

 

​O açúcar tem significância extrema para a história dos costumes e da economia do mundo, consequentemente, para o conceito do projeto. Codificado como um dos grandes tesouros do Brasil, ele faz parte da identidade brasileira. No produto, remete a abundância uma vez que, na antiguidade, o açúcar era para o mundo uma iguaria cara e o Brasil já tinha um espaço muito grande.

Voltando ao assunto tempo, essa iguaria diz muita coisa sobre resgatar o ato de sentar, de estar junto, reencontrando no simples a complexidade das relações humanas, possíveis no tempo e espaço compartilhados.​​

 

Voltando no tempo... pensando nos cristais. Cristais de açúcar. Estes, amalgamados, criam em diferentes espaços diferentes funções.

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